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Todos sabem que hoje, 08 de Março, é celebrado o dia Internacional da Mulher, mas poucos conhecem a sua história e o porque de continuar a fazer sentido comemorá-lo nos dias de hoje.

O primeiro dia da Mulher foi comemorado a 08 de Março de 1908 nos Estados Unidos. Um grupo de 1500 mulheres manifestou-se procurando conseguir igualdade económica e politica. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de Fevereiro.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, foi aprovada uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial  eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de Março de 1917, quando aproximadamente 90 mil operárias se manifestaram contra o Czar Nicolau II, contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data se consagrou, embora apenas tenho sido oficializada em 1921.
Em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de Março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

No nosso corpo de Bombeiros a história começou um pouco mais tarde. Em 1993 o Corpo de Bombeiros recebe as primeiras mulheres, 9 corajosas que se juntaram aos seus companheiros.
Hoje os Bombeiros de Alcabideche contam com 43 mulheres, o que representa 36% do seu corpo ativo.

Mas muitas pessoas se questionam sobre o sentido da comemoração deste dia em pleno sec. XXI. Infelizmente a luta pela igualdade de direitos ainda é necessário. Deixamos alguns dados:
– uma em cada 3 mulheres em todo o mundo já sofreu violência física ou sexual;
– metade das mulheres europeias sofre assédio desde os seus 15 anos;
– 3.38% das mulheres assassinadas em todo o mundo, foram vitimas dos seus parceiros;
– em todo o mundo, continua a estar a cargo da mulher o trabalho doméstico;
– a mulher realiza o dobro das tarefas quando comparada com o seu parceiro;
– em todo o mundo, apenas 28% das mulheres que trabalham possuem licença de maternidade paga;
– 71% das vitimas de tráfico humano são mulheres;
– pelo menos 200 milhões de mulheres e meninas já sofreram mutilação feminina.

 

 

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