

Ao contrário do que se poderia pensar, os autores das chamadas falsas para o 112 não são maioritariamente crianças, mas sim adultos que inventam uma história, o seu local exacto e o estado dos feridos, e que até conseguem mostrar-se ansiosos. Por esta razão é que as chamadas falsas são um problema grave, pois é frequente a dificuldade em averiguar se são ou não verdadeiras.
Este é um problema diário e que dificulta o trabalho do INEM e das restantes entidades que cooperam com o 112, já que quando é accionado um meio para uma emergência falsa este representa não só gastos avultados desperdiçados, mas principalmente a ocupação das equipas de emergência. Além disso, e uma vez que os meios de emergência são finitos, pode-se estar a impedir o socorro a alguém que realmente necessite.
Por exemplo, recentemente a Delegação Norte do INEM recebeu uma chamada que dava conta de três vítimas de um acidente de viação, encarceradas e inconscientes, em Cinfães. Foram accionados no mesmo instante um helicóptero, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e duas ambulâncias de emergência. Por ser esta a única chamada sobre o acidente (normalmente, um acidente dá origem a várias chamadas), o INEM voltou a contactar o número da chamada, que confirmou a localização e a gravidade do estado das vítimas. Os meios chegaram ao local cerca de dez minutos depois e não encontraram qualquer vestígio do acidente. Foi efectuada nova ligação para o mesmo número que, desta vez, informou que o acidente foi em Marco de Canaveses, deixando claro, com a incoerência nas informações, de que se tratava de uma chamada falsa.
Assim, cabe a todos os cidadãos assegurar e ensinar também os mais pequenos que o 112 é um número que só deve ser utilizado em situações verdadeiras. É que cada brincadeira para este número pode fazer com que falte o socorro a quem precisa verdadeiramente de ajuda.
Da próxima vez que utilizar o 112, lembre-se dos outros. Ligue 112 só em caso de emergência.
Fonte: INEM
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