7.910 Visualizações 6ª Edição da Semana da Proteção Civil de Cascais

6ª Edição da Semana da Proteção Civil de Cascais

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A Semana da Proteção Civil de Cascais arrancou ontem no espaço comercial Cascaishopping e estará naquele centro até ao próximo Domingo dia 02 de abril. Esta edição foi criada sobe a temática ‘Riscos Naturais’.

Durante a próxima semana os Bombeiros de Alcabideche juntamente com as restantes corporações do concelho de Cascais, estarão presente com um stand no piso 2 em frente à loja Massimo Dutti.
Existirão várias ações a decorrer com o objetivo de sensibilizar a população para a prevenção, planeamento e estratégia na mitigação de riscos naturais e respetivas consequências. Destacamos os exercícios de Mass-Training a acontecerem nos dias 01 e 02 de abril e as descidas de triangulo de evacuação e salvamento em edifícios, nos dias 28, 29, 30 (março) e 01 (abril).

O programa pode ser consultado na totalidade em: http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/new/programa_civil.pdf

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Aneurisma vs Acidente Vascular Cerebral: Quais as diferenças?

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Aneurisma, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Ataque Insquémico Transitório (conhecido como mini-Avc) põem a vida em risco, mas o que é que os distingue?

O neurocirurgião Luiz Daniel Cetl, especialista em tumores cerebrais do Departamento de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sublinha que estes eventos merecem atenção redobrada.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é um termo consagrado e bem conhecido. Do ponto de vista médico, o termo mais adequado é Acidente Vascular Encefálico (AVE), por se tratar de uma disfunção neurológica resultante da interrupção do abastecimento de sangue no encéfalo, formado por vários órgãos que compõe a caixa craniana: cérebro, cerebelo, bulbo raquidiano, tronco cerebral, telencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo, ponte, terceiro e quarto ventrículos, aqueduto cerebral.

Do ponto de vista clínico, os AVEs podem ser isquémicos (por falta de sangue em alguma região do encéfalo) ou hemorrágicos (derrame em algum ponto do encéfalo). No primeiro ocorre uma quebra do abastecimento de sangue causado por uma isquemia (entupimento), ou ruptura das artérias que irrigam esse conjunto de órgãos (hemorrágicos).

“Todo o sistema nervoso está interligado, e uma lesão numa mínima parte do encéfalo pode ter grandes repercussões no todo e as suas implicações e a localização da lesão podem ser difíceis de diagnosticar”, explica o neurocirurgião.

Os AVEs isquémicos podem ser divididos em aterotrombóticos e cardio-embólicos, dependendo da sua origem.

Os aterotrombóticos devem-se ao depósito de placas de colesterol na parede dos vasos sanguíneos. Os AVEs cardio-embólicos são provocados por problemas cardíacos que alterem o fluxo de sangue, causando um turbilhão ainda dentro do coração. Podem dever-se a uma endocardite, (infeção do endocárdio, a camada interna do coração), e arritmias cardíacas.

Os AVEs hemorrágicos, por sua vez, ocorrem quando alguns vasos sanguíneos cerebrais acabam se rompem, em geral devido a picos de pressão arterial. O sangue inunda o encéfalo e destrói a região afetada.

Em ambos os casos, as doenças mais associadas ao aparecimento dos AVEs são a hipertensão arterial, a diabetes melitus, a hipercolesterolemia, principalmente nos pacientes que não têm um controlo adequado destas condições.

Aneurisma Cerebral é provocado por uma falha da parede do vaso (artéria).

A falha na parede arterial pode estar presente desde o nascimento (congénito) ou desenvolver-se mais tarde, quando um vaso sanguíneo sofre uma lesão. Quando é congénito, pode demorar décadas a desenvolver-se.

Antes do derrame, os aneurismas são completamente silenciosos e não há como prevenir o seu aparecimento. “É uma doença perigosa, silenciosa. O mais dramático é o aneurisma rebentado, que após a hemorragia apresenta uma evolução grave, de alto risco”, diz o médico Luiz Cetl.

Ataques Isquémicos Transitórios

Os Ataques Isquêmicos Transitórios (AITs ou mini-AVCs) são provocados pelos mesmos fatores dos AVEs isquémicos, porém a oclusão dos vasos é temporária e os sintomas desaparecem completamente, sem deixar alteração nem mesmo nos exames de imagem posteriores.

A literatura médica aponta que os sintomas podem desaparecer em cerca de uma hora ou em até 24 horas. O mais importante é que desapareçam completamente.

Como as causas são as mesmas dos AVEs isquémicos, há quem os considere um ‘aviso’ de um evento maior, mas na realidade não é assim. Na verdade os Ataques Isquêmicos Transitórios são o mesmo que os AVEs isquémicos, apenas por questões de tamanho do trombo e da artéria comprometida e da atividade trombolítica do organismo, esse vaso acaba por ser libertado e o fluxo de sangue é restabelecido a tempo de não haver sequelas definitivas.

Exames

Para o especialista da UNIFESP, em todos os casos o exame de rotina é imprescindível, principalmente a partir dos 40 anos. A atenção deve ser redobrada por pacientes com predisposição hereditária, hipertensão arterial sistémica, diabetes melitus e hipercolesterolemia.

Quando o aneurisma é encontrado em exames de forma ‘acidental’, através de uma tomografia de crânio para identificação de qualquer outra suspeita de doença, por exemplo, precisa de ser investigado com exames complementares para uma melhor avaliação e indicação do tratamento.

A prevenção de toda e qualquer doença começa com uma melhor qualidade de vida, com menos stress, prática frequente de exercício físico (independente da intensidade) e a realização de exames de rotina com um especialista.

 

Fonte:msn

10.934 Visualizações O que é a hemodiálise

O que é a hemodiálise

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Os Bombeiros de Alcabideche transportam diariamente cerca de 60 pessoas para efetuarem este tratamento que substitui as funções excretoras dos rins.

Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como uma opção de tratamento que permite remover as toxinas e o excesso de água do seu organismo. Nesta técnica depurativa, uma membrana artificial é o elemento principal de um dispositivo designado dialisador, comummente conhecido por “rim artificial”.

Para o tratamento é necessário

Monitor de hemodiálise – bombeia o sangue: 

A hemodialise é feita através de um monitor de sangue que transporta o sangue, com segurança, desde o doente para o dialisador (filtro) e deste para o doente. O monitor mistura e aquece o dialisante, fornece-o corretamente ao dialisador, mede e regula o líquido a remover ao doente através do dialisador durante a diálise.

Linhas de sangue próprias – transportam o sangue:

O sangue entra no circuito que se encontra no monitor através da linha de sangue arterial. Chamamos-lhe linha «arterial», porque transporta o sangue do doente até ao dialisador. Imediatamente a seguir à bomba de sangue, podemos adicionar o anticoagulante, p.ex. heparina. Depois do dialisador, o sangue é devolvido ao doente através da linha de sangue venoso. Esta linha tem uma câmara venosa. À volta da câmara venosa encontra-se um dispositivo, o chamado detetor de ar, que desempenha a função muito importante de detetar e proteger o doente de entrada de ar no sangue de retorno. São efetuadas diferentes medições de pressão para tornar o transporte do sangue seguro. Também se encontram “clampes”, que se destinam a fixar as linhas de sangue e a parar o funcionamento do circuito extracorporal em certas situações de alarme.
O sangue é retirado do doente através da bomba sanguínea arterial. A bomba move o sangue por meio da rotação de dois rolos. Uma rotação completa fornece um certo volume. Por isso, quanto maior for o número de rotações por minuto, maior é o caudal de sangue. O primeiro dispositivo através do qual o sangue passa, é um “clamp” mecânico o “clamp” da linha arterial. Antes de entrar na bomba, o sangue passa por um dispositivo conhecido por transdutor de pressão arterial. O objetivo deste dispositivo é monitorizar o fluxo de sangue proveniente do acesso arterial e detetar eventuais obstruções. Quando a bomba de sangue está em funcionamento, a pressão nessa parte do circuito é sempre negativa. A pressão negativa é causada pelo fato de o sangue ter de ser extraído ou «aspirado» do acesso. Se a pressão descer abaixo de –200 mmHg, é sinal da existência de um problema no fluxo proveniente do acesso arterial ou de uma obstrução na linha que vai do acesso arterial ao transdutor de pressão.
Para lá da bomba de sangue, a pressão no circuito é positiva à medida que o sangue é bombeado para o dialisador onde decorre o processo de diálise. A seguir à câmara venosa encontra-se o transdutor de pressão venosa, que mede a pressão causada pela resistência do sangue de retorno desde a câmara venosa até ao acesso vascular. O valor da pressão venosa deve ser sempre positivo. Um valor negativo pode indicar que a linha está desligada ou que o transdutor está sujo. Quanto maior for a pressão, maior é a resistência ao fluxo sanguíneo proveniente do acesso. A pressão pode aumentar ou diminuir durante o tratamento, dependendo do que se está a passar no circuito.
A bomba de heparina é um componente integrado no monitor de sangue. Normalmente é necessário um anticoagulante a fim de permitir que o sangue seja tratado fora do organismo durante várias horas sem coagular. O anticoagulante deve ser adicionado com segurança e precisão, conforme prescrito. Na maior parte dos casos é administrado em infusão através da bomba de heparina. A heparina pode ser administrada em bólus, no início do tratamento, numa difusão constante ou em doses intermitentes durante o tratamento. Existem dois tipos de anticoagulantes habitualmente utilizados na IRCT: a heparina padrão e a heparina com baixo peso molecular (HBPM).
Em certos casos, é necessário efetuar o tratamento sem qualquer anticoagulante, normalmente porque o doente está em alto risco de hemorragia. É importante notar que, como os doentes em hemodiálise normalmente recebem algum tipo de anticoagulante, o risco de hemorragia nestes doentes é geralmente maior. Assim, se for administrada uma infusão e o doente tiver um acesso AV, a infusão é suspensa antes do final do tratamento, a fim de permitir que o tempo de coagulação esteja apenas ligeiramente elevado quando as agulhas são retiradas.
Em relação ao dialisante, podemos dizer que cerca de 90% é constituído por água e os restantes 10% por concentrados. Para um doente em diálise, a exposição semanal média à água ronda os 360 litros (500 ml/min x 240 min x 3 tratamentos por semana) e esta exposição ocorre de forma não natural. Durante a diálise, existe apenas uma membrana fina semipermeável a separar o sangue do doente do dialisante. Com o potencial de difusão de uma série de substâncias para o sangue do doente, o conteúdo e a qualidade do dialisante tornam-se extremamente importantes!

Dialisador (“rim artificial”) – filtra o sangue:

As duas qualidades mais importantes de um dialisador são o desempenho e a compatibilidade. O desempenho é a eficácia com que o dialisador limpa o sangue e a compatibilidade diz-nos até que ponto consegue gerir bem o contacto sangue/matéria estranha. O que se pretende saber é se dialisador idealmente consegue limpar o sangue sem causar efeitos secundários adversas no doente. A membrana, o modelo do dialisador e todo o processo de fabrico, incluindo a esterilização, estão interrelacionados, conferindo ao dialisador o seu desempenho final.
A maioria dos dialisadores atualmente fabricados são de capilares, em que o sangue flui no interior das fibras e o dialisante no exterior. Normalmente, o sangue e o dialisante fluem em sentidos opostos. É o chamado fluxo contracorrente. Este fluxo oposto mantém os gradientes de concentração máximos ao longo da extensão do dialisador, o que aumenta a velocidade de difusão. O feixe de fibras é fixado e amarrado em ambas as extremidades ao invólucro, utilizando um tipo de cola ou material cerâmico, normalmente poliuretano.
A espessura da membrana é importante quando se considera a clearance de solutos, dado que quanto maior for a distância que o soluto tem de percorrer através do material da membrana, mais tempo demora a passagem. No entanto, as membranas mais espessas podem ser mais eficazes quando é necessária a clearance de solutos maiores, uma vez que os poros tendem a ser maiores e alguns também possuem uma melhor capacidade de adsorção.
As membranas mais finas tendem a ser classificadas como de baixo fluxo e as membranas mais espessas como de alto fluxo. O termo fluxo descreve a permeabilidade das membranas a líquidos. O fluxo é uma expressão da permeabilidade da membrana a líquidos e é indicado como o coeficiente de ultrafiltração – CUF. Este é expresso em mililitros de líquido transferidos através da membrana em relação à área, ao tempo e ao gradiente de pressão, normalmente como ml/h/mmHg (PTM)/m2. Quando o coeficiente de ultrafiltração é inferior a 10, a membrana é classificada como de baixo fluxo. Se o coeficiente de ultrafiltração for superior a 20, então é designada como de alto fluxo.
Para descrever as propriedades de remoção de solutos de um dialisador são frequentemente utilizadas certas substâncias, medindo-se a sua clearance com diferentes débitos de sangue (QB) e um débito de dialisante constante (QD). As diferentes substâncias podem ser: Ureia – com um peso molecular (PM) de 60 Daltons, que é um produto final do metabolismo das proteínas. Creatinina – (PM 113D) um produto da decomposição do metabolismo muscular. Trata-se de pequenas moléculas que se difundem facilmente pela membrana e, por isso, as suas clearances são elevadas. A remoção dos solutos pequenos depende em grande medida do fluxo e aumenta substancialmente com o aumento da QB. Fosfato – (PM 96 – 97 D) acumula-se nos doentes urémicos. O excesso tem de ser removido. É um soluto pequeno, mas comporta-se como um grande soluto, porque atrai a água, ligando-se às proteínas e formando grandes agregados que não passam facilmente pela membrana.
Vitamina B12 – (PM 1355) não é uma toxina urémica, mas é utilizada como marcador para os solutos moleculares médios. Para remover eficientemente solutos deste tamanho, é necessário utilizar uma membrana mais permeável. Preferencialmente, a capacidade destas membranas para remover solutos maiores deve ser otimizada e as membranas devem ser utilizadas em associação com terapêuticas de convecção. Podemos ver que o aumento do fluxo de sangue tem um efeito menor sobre a remoção dos solutos maiores.
Por outro lado, a β2 microglobulina não é eliminada através de uma membrana de baixo fluxo, pelo que a dragagem é zero. Com uma membrana de alto fluxo, a β2microglobulina é removida e a quantidade removida é determinada pela permeabilidade da membrana. A β2m é uma proteína que se acumula no organismo dos doentes urémicos. Esta acumulação pode acabar por causar amiloidose secundária, uma complicação que contribui para a dor articular, a deformidade e a imobilidade e pode exacerbar a doença óssea.

Acesso vascular – acesso ao sangue corporal:

Um acesso vascular é um sistema criado ou implantado cirurgicamente, através do qual o sangue pode ser extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorporal e devolvido ao corpo. O sucesso da hemodiálise depende muito da adequação do fluxo de sangue através do dialisador. Um acesso vascular disfuncional diminui a adequação da diálise, aumentando assim a morbilidade e a mortalidade dos doentes. Por isso, um acesso vascular funcional é crucial e tem de ser assegurado.

A sua qualidade de vida depende da qualidade e quantidade de diálise, que, por sua vez, depende do seu acesso vascular.

Acesso vascular para hemodiálise

A sua qualidade de vida depende da qualidade e quantidade de diálise, que, por sua vez, depende do seu acesso vascular. Para realizar hemodiálise é necessário criar um acesso vascular, que permita que o seu sangue chegue ao dialisador e retorne para o seu organismo.

Existem três tipos de acessos possíveis:

  • Fístula artério-ven​osa (FAV)
  • Prótese (PAV)
  • Catéter Venoso Central para hemodiálise (CVC)

 

FÍSTULA ARTÉRIO-VENOSA (FAV)

Um acesso vascular é um sistema criado ou implantado cirurgicamente, através do qual o sangue pode ser extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorporal e devolvido ao corpo. O sucesso da hemodiálise depende muito da adequação do fluxo de sangue através do dialisador. Um acesso vascular disfuncional diminui a adequação da diálise, aumentando assim a morbilidade e a mortalidade dos doentes. Por isso, um acesso vascular funcional é crucial e tem de ser assegurado.
A construção de uma fístula arteriovenosa consiste na junção de uma artéria com uma veia, é realizada por um cirurgião no bloco operatório sob anestesia local. A FAV pode ser construída na mão (fossa do rapé / pulso), no antebraço (radial) ou no braço (radial) e normalmente necessita de alguns meses para se desenvolver até um tamanho que permita a introdução das agulhas e providencie um volume suficiente para suportar um fluxo de sangue adequado para a diálise (deve fornecer um fluxo de sangue suficiente para uma diálise adequada e eficiente, que é pelo menos de 250 ml/min mas preferencialmente até 500 ml/min). O local preferido para a fístula AV é a “fossa do rapé” /pulso utilizando os vasos radial e cefálico. Os vasos são ideais para a criação de fístulas e a cirurgia é bastante simples. Os vasos braquial e cefálico (fístula braquio-cefálica) implicam uma intervenção cirúrgica mais difícil e proporcionam extensão de veia muito menor para canalizar.
É o acesso vascular permanente mais seguro e mais duradouro para a hemodiálise, é a que proporciona melhores resultados. A pele continua a ser a barreira que impede as bactérias de entrarem na circulação. Após a remoção das agulhas da fístula, a pele e os locais de punção cicatrizam. Tem como vantagens uma grande capacidade de cicatrização dos locais de punção, trombose baixa, índices de infeção baixos e para os doentes menos restrições das suas atividades.
Nem todas as pessoas podem ter condições para uma FAV, ou seja, pode ser difícil criar uma FAV em certos doentes, devido ao facto de as veias serem pequenas, ou a situações vasculares coexistentes associadas à idade ou a doenças (diabetes).
A punção pode ser dolorosa para alguns doentes. O hematoma é um risco, mas normalmente temporário. Alguns doentes podem sofrer isquemia da mão, especialmente durante a hemodiálise.

Complicações com Fístula Arterio-Venosa (FAV)

  • fluxo de sangue
  • estenose e trombose
  • isquemia da mão
  • edema de mão ou braço
  • aneurisma ou pseudoaneurisma
  • infeções

PRÓTESE (PAV)

Existe alguns casos em que não é possível construir uma fístula arteriovenosa. Nestes casos o cirurgião coloca por baixo da pele um tubo sintético (Prótese) que vai ligar uma artéria a uma veia. Após a cicatrização que demora aproximadamente 2 a 4 semanas, a prótese está apta para ser utilizada e serão introduzidas, á semelhança da fístula arteriovenosa, 2 agulhas próprias em cada tratamento. Têm elevadas velocidades do fluxo e normalmente uma grande área de punção. Tal como sucede com a FAV, existem algumas restrições nas atividades do doente.
A PAV constitui a segunda opção quando o doente tem veias pequenas ou frágeis, que não se venham a desenvolver para uma FAV adequada. Normalmente a prótese liga uma artéria (frequentemente a artéria braquial) do braço a uma veia distal no antebraço. No caso de não existir uma veia distal adequada, a prótese pode ser inserida sob a forma de uma ansa que vai da artéria braquial até uma veia na fossa anti cubital. Material: pode ser sintético, PTFE, Teflon, ou biológico: bovino, humano. A prótese pode ser configurada numa linha reta, mas o mais frequente, é a implantação em ansa, visto proporcionar uma área de superfície maior para punção. Uma prótese é menos funcional do que uma fístula numa veia nativa, o que resulta numa pressão mais elevada no interior da prótese.
A durabilidade a longo prazo não é de modo nenhum comparável com a FAV. A prótese não tem propriedades de cicatrização e está mais sujeita a complicações, como estenose, trombose, aneurisma e também infeções. Tal como na FAV, alguns doentes podem achar as punções dolorosas.

Cuidados com a fístula arteriovenosa / prótese

Para proteger a sua fístula arteriovenosa ou prótese deve ter os seguintes cuidados em relação ao seu braço:

  • não usar roupa muito apertada;
  • não usar pulseiras ou relógios;
  • não carregar objetos muito pesados (máximo 5kg);
  • não realizar atividades que exijam muito esforço;
  • não permitir que seja colhido sangue ou avaliada a tensão arterial;
  • não permanecer deitado por longos períodos de tempo sobre o braço;
  • é normal sentir, em especial nas fístulas arteriovenosas, para além do pulsar do sangue, uma sensação de tremor (frêmito), que é resultado do turbilhão de sangue que circula da artéria para a veia.

Deve contatar a Clínica de Hemodiálise

  • Se o seu acesso vascular (fístula ou prótese) estiver quente, vermelho, inchado, duro, com saída de líquido ou sem frémito;
  • Se tiver febre;
  • Fistula ou prótese começar a sangrar e não conseguir parar o sangue (hemorragia).

CATÉTER VENOSO CENTRAL PARA HEMODIÁLISE

O catéter para hemodiálise, embora se tenha revelado, desde há 35 anos, um bom acesso de emergência que permite iniciar tratamento dialítico a muitos milhares de doentes, está sujeito a muitas complicações, designadamente a infeção. Por isso, deve ser encarado como um acesso de recurso e ser substituído, tão breve quanto possível, por uma FAV ou por uma prótese.
Os catéteres venosos centrais podem ser de longa duração, na medida que serão o acesso utilizado a longo prazo, ou temporários. Neste caso, podem ser utilizados durante a maturação do acesso AV, ou para diálise aguda. Normalmente, são inseridos numa veia do pescoço, mas também podem ser colocados na virilha.
Os CVC destinados a uso temporário são sempre fixados através de suturas no local e normalmente têm uma duração muito limitada. Os catéteres de longa duração têm um cuff. O catéter é tunelizado sob a pele, ficando o cuff por baixo da pele. A maioria dos catéteres têm duplo lúmen, o que significa que têm duas vias diferentes, uma para aspirar o sangue do doente e a outra para devolver o sangue ao doente.

Catéter Vensos Central Temporário – A duração máxima de um catéter temporário é normalmente cerca de 3 semanas. Estes cateteres são fabricados em poliuretano, o que os torna rígidos e, portanto, possivelmente desconfortáveis para o doente, e propensos à formação de vincos. Local de inserção deve ser preferida a veia jugular interna, tanto pela facilidade de inserção como pelo facto de causar menos complicações. A veia femoral também é possível, especialmente para os doentes agudos e os doentes com menos mobilidade. Os cateteres na subclávia devem ser evitados sempre que possível, sobretudo para uso de curto prazo.

Catéter Vensos Central Longa Duração  – Catéteres de longa duração têm um ‘cuff’. O objetivo do ‘cuff’ é criar um ponto de fixação para o catéter e servir de barreira à infeção ao longo do túnel. São normalmente fabricados com material sintético, que é mole, mais confortável e menos susceptível à formação de vincos. O local habitualmente preferido para a inserção deve ser a veia jugular interna, embora se tal não for possível, possa ser utilizada a subclávia. A parte exteriorizada é constituída por dois ramos e as linhas de sangue conectam diretamente a estes não sendo necessário agulhas. Um ramo leva o sangue até ao dialisador e o outro permite que o sangue filtrado retorne ao seu organismo.
CVC permanece sempre colocado mesmo entre os tratamentos e a extremidade que fica exteriorizada necessita de ser protegida por um penso adequado. Normalmente este tipo de acesso é temporário, até que a sua fístula arteriovenosa ou prótese esteja em condições de ser utilizada. Não é recomendado a sua utilização a longo prazo pelo risco de infeção.

Um cateter é sempre uma situação muito delicada, o que requer muitos cuidados tanto por parte dos profissionais de saúde como por si.

A infeção é a complicação que mais frequentemente leva a hospitalização. Pode ser identificada por muitos sintomas, incluindo: exsudado purulento no local de inserção, febre ou arrepios sem outras infeções. A incidência de infeção aumenta após 2 meses in situ. O catéter deve ser substituído/removido se ocorrer infeção.

Cuidados com o catéter venoso central

Para reduzir o risco de infeção deve ter os seguintes cuidados em relação ao seu penso do catéter:

  • Não usar roupa muito apertada.
  • Evitar molhar o penso do cateter durante a sua higiene, protegendo-o com um plástico fixo com adesivo.
  • Nos cateteres localizados na perna, deve evitar atividades que impliquem dobrar com frequência as pernas (ex. andar de bicicleta).
  • Observar com frequência o pensa para garantir que não está descolado ou sujo.
  • Se o penso estiver descolado ou com vestígios de sangue deve contactar o centro de diálise.
  • Evitar ambientes de risco (locais com muito pó, exposição direta ao sol, piscinas, saunas, etc)

O seu médico nefrologista irá definir o seu programa de hemodiálise. Normalmente o tratamento realiza-se 3 vezes por semana em dias alternados. Cada sessão tem uma duração média de 4 horas.

Duração e eficácia da diálise – Para que se consiga eliminar os produtos tóxicos é necessário um mínimo de horas. Todos os estudos confirmam que 12 horas por semana (4 horas, 3x semana) é o mínimo de tempo, independentemente do peso do doente e do que ele come ou bebe. Nos doentes muito pesados e que comem muito poderá ser necessário mais tempo de diálise.
Geralmente, a hemodiálise é efetuada num hospital ou numa unidade de diálise num horário fixado entre as 08.00 horas e a meia-noite. No entanto, algumas unidades facultam-lhe a possibilidade de efetuar o tratamento durante o período noturno. Existe, ainda, a possibilidade de efetuar hemodiálise no domicílio, embora esta modalidade se encontre pouco implementada no nosso país. É uma modalidade de diálise autónoma que permite maior liberdade de horário. Naturalmente, para que ela seja exequível, é indispensável que o estado geral do doente seja razoável, que as sessões terapêuticas decorram sem problemas e que o doente e um parceiro sejam submetidos a um programa de aprendizagem prévio.

A função da hemodiálise é, portanto, eliminar a água e o “lixo” que se acumula no intervalo entre as sessões. Não se destina apenas a tirar “peso”.

Sintomas intradialíticos

As complicações mais comuns durante a hemodiálise são, hipotensão (20-30% das diálises), cãibras (5-20%), náuseas e vômitos (5-15%), cefaleia (5%), dor torácica (2-5%), dor lombar (2-5%), prurido (5%) e febre e calafrios (< 1%).

Alguns são frequentes, embora pouco graves e fácil e rapidamente resolúveis, tais como: náuseas, vómitos, dor de cabeça, hipotensão arterial, cãibras, hematomas ou perdas de pequenas quantidades de sangue pelos locais de punção.
Outros, apesar de serem muito pouco frequentes, são mais graves: hipotensão arterial severa, alterações cardíacas como arritmias e angina de peito, embolia gasosa, acidentes cerebrovasculares e reações alérgicas de gravidade variável. Podem, excecionalmente, chegar a colocar em risco a sua vida. No entanto, por imposição legal, todas as unidades de diálise se encontram adequadamente apetrechadas para a sua resolução no imediato.
Os doentes em hemodiálise podem viajar. Para isso é necessário, com antecedência, informar o seu centro de diálise para agendar os tratamentos, durante esse período, num centro o mais próximo possível do seu local de férias.

Algumas considerações relativas ao tratamento dialítico

A diálise peritoneal e a hemodiálise são igualmente eficazes e não se excluem. Qualquer que seja a escolha, ela não será definitiva. Mantém-se aberta a possibilidade de mudar de modalidade de diálise se achar que a escolha não foi acertada ou se o nefrologista considerar que não se está a obter o resultado pretendido.
Se houver alguma dúvida sobre a doença ou sobre a escolha da modalidade de diálise, o nefrologista / enfermeiro/a prestará os esclarecimentos necessários.
Deverá, porém, ter em conta que, de acordo com a regulamentação aplicável, o Estado apenas assegura o pagamento dos transportes para a unidade mais próxima do seu domicílio. Se a distância for consideravelmente superior, caber-lhe-á suportar o diferencial.

 

Fonte: Portal da dialise

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É nestes cinco momentos que deve evitar beber água

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A ingestão regular de água ao longo do dia é um dos hábitos mais amigos da saúde física e mental. A recomendação é que sejam ingeridos entre um litro e meio e dois litros de água por dia, podendo a quantidade variar de pessoa para pessoa e da regularidade com que pratica atividade física.

Por todos os benefícios a que está associada – e que vão desde a prevenção da diabetes e da obesidade ao impulso que dá ao metabolismo, nunca esquecendo, claro, a hidratação -, a água deve fazer parte da rotina diária, contudo, existem momentos em que o seu consumo não é recomendado. Afinal, não basta beber água, é preciso saber fazê-lo.

Um desses momentos, diz a revista Prevention no seu site, é quando o consumo ao longo do dia já foi excedido. A intoxicação por água existe e pode mesmo ser fatal, uma vez que desencadeia uma queda abrupta dos níveis de sódio no sangue – condição chamada de hiponatremia.

Um outro momento em que o consumo de água deve ser evitado é quando a urina já está limpa ao ponto de parecer transparente. Este é mais um sinal de que o corpo está mais do que hidratado e que já se bebeu água suficiente.

Embora seja uma ótima aliada da boa digestão e até mesmo do trânsito intestinal, a água deve ser evitada depois de se ter feito uma grande refeição. Diz a publicação que beber muita água durante a refeição ou depois de a terminar pode causar algum desconforto ou até mesmo inchaço, sintomas que se podem prolongar durante algum tempo, interferindo com o bem-estar da pessoa. Beber água antes da refeição é o mais recomendado.

Quem pratica atividade física com regularidade sabe o quão importante é beber água antes, durante e depois do treino (não só para hidratar, como também para dar ao corpo o impulso que precisa para reagir ao treino), mas o seu consumo deve ser evitado quando em está em causa um treino de alta intensidade ou durabilidade, como uma meia-maratona ou maratona.

Nestes casos de esforço extremo por parte do atleta, o consumo de água apenas vai fazer com que o corpo perca ainda mais potássio e sódio, que já estão a ser amplamente ‘expulsos’ através do suor. O melhor, diz a publicação, é trocar a água por bebidas nutricionalmente mais ricas, como a água de coco, que é rica em potássio, magnésio, sódio e vitamina C.

Por fim, o consumo de água deve ser ainda evitado quando a pessoa não quer beber apenas água e opta por águas aromatizadas que são vendidas já engarrafadas. Apesar de serem vistas como água, estas versões aromatizadas até podem matar a sede e contribuir para a boa hidratação, mas os adoçantes que possuem vão fazer com que se tenha fome. O melhor é mesmo recorrer ao chá não adoçado.

Fonte:msn

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Comemorações dos 90 anos dos Bombeiros de Alcabideche

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A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Alcabideche comemora este ano, a 17 de abril, o seu 90º aniversário.

Para celebrar a data a instituição optou por fazer algo diferente, lançando ao longo de 4 meses diversas iniciativas.
As atividades planeadas serão variadas, como exercícios de crossfire, torneio de futebol de salão, uma conferência sobre o voluntariado ou até um open day desportivo, entre outros, abrindo assim a sua polivalência ao público em geral.
As atividades, terão inicio já no próximo dia 19 de março com um exercício de incêndio urbano e terminam no dia 25 de junho com a cerimonia oficial. O programa pode ser consultado na imagem.

 

Mais informações pelo email comunicacao@ahbva.pt

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Bombeiros de Alcabideche recebem vários jovens no seu quartel

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Entre os dias 27 de março e 2 de abril, os Bombeiros de Alcabideche vão receber alguns jovens no seu quartel que ao longo do dia acompanharão as várias atividades desenvolvidas pelo corpo de bombeiros.

Este projeto designado de ‘5 dias, 5 profissões’, desenvolvido pela Câmara Municipal de Cascais destina-se a jovens com idade igual ou superior a 15 anos e visa proporcionar o contacto direto com distintas áreas de trabalho, ajudando na consciencialização para uma decisão de futuro, nomeadamente ao nível do voluntariado.

A página de Facebook da instituição irá passar algumas imagens desta iniciativa.

7.316 Visualizações 10 dicas para melhorar a resistência

10 dicas para melhorar a resistência

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Quebrar barreiras e superar limites é o objetivo de todos nós, quando se trata de desporto, a situação não é diferente, porém numa fase inicial esta pode parecer uma tarefa árdua. O médico desportivo Dr. Rodrigo Palhares enumerou 10 atitudes que ajudam no aumento de resistência física.

1-Respiração abdominal
A respiração correta é feita pelo abdómen, não pela parte superior do peito (tórax). A respiração Torácica pode ser um hábito difícil de modificar. O ideal é trabalhar a respiração abdominal (que é a forma mais natural de respirar e a que nos permite absorver mais oxigénio), preferencialmente fora do exercício, nas actividades diárias, desta forma iremos construindo hábitos que depois serão transferidos para o exercício.

2-Correr regularmente
Este habito aumenta a potencia do sistema respiratório e cardiovascular, conseguindo mais folêgo à medida que aumenta a prática de exercício. O coração e a circulação sanguínea vão trabalhar com menor sobrecarga ao fazer esforço físico.

3-Não fumar
Não se deve fumar nem uma hora antes, nem uma hora após o exercício físico, pois os alvéolos estão abertos e ávidos para absorver toda a nicotina.

4-Faça uma alimentação leve duas horas antes do exercício.

5-Ingerir hidratos de carbono
São uma boa fonte de energia.

6-Beber água
Beber água antes, durante e após o treino, mas sem excessos. A falta de água provoca desidratação e o excesso pode causar cãibras musculares.

7-Evitar bebidas alcoólicas 24 horas antes do treino
O álcool no organismo influencia negativamente as funções metabólicas e fisiológicas, essenciais para a performance física.

8-Alongar antes do treino.
Após o aquecimento deve ainda fazer uma leve rotina de alongamentos antes de iniciar o treino.

9- Estique a musculatura
Faça cada um dos alongamentos esticando a musculatura por 5-10 segundos de cada vez.

10- Descanse após os treinos
Após cada treino o corpo necessita de um período de descanso, beber água e acalmar o ritmo cardíaco.

Fonte: activo.com

 

 

 

5.702 Visualizações Estudo afirma que correr faz bem ao seu joelho

Estudo afirma que correr faz bem ao seu joelho

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Há muitos anos que nos incutiram a ideia de que correr faz mal aos joelhos. E se lhe disséssemos que novos estudos provam o contrário?
Segundo os estudos, a atividade física pode reduzir as hipóteses de inflamação nas articulações.

Desenvolvido por professores da Universidade Brigham Young nos Estados Unidos, o estudo avaliou as substancias associadas ao processo de inflamação presentes no liquido Sinovial-responsável por lubrificar a articulação dos joelhos- em homens e mulheres saudáveis com idades entre os 18 e os 35 anos, antes e depois do exercício. A conclusão foi de que a concentração dessas moléculas pró-inflamatórias diminui após 30 minutos de corrida. “Em indivíduos jovens e saudáveis, a corrida recreativa pode gerar a longo-prazo um ambiente anti-inflamatório benéfico para a saúde do joelho”, afirma o pesquisador Rober Hyldahl.

Mais saúde na terceira idade

Um estudo semelhante feito no Colégio Medicina Baylor, também nos Estados Unidos, descobriu que os efeitos da corrida na saúde do joelho se refletem também no futuro, reduzindo ou retardando o aparecimento de artrose, doença degenerativa dolorosa que afeta milhões de pessoas no mundo.

A pesquisa foi feita com 2.637 pessoas, sendo que 30 % delas afirmaram ter praticado corrida em algum momento da vida. Após análises dos dados e de exames, constatou-se que essa parcela de voluntários era menos propensa a ter dor no joelho e sintomas de artrose quando comparados com os não-corredores.

Fonte: Activo.com

6.255 Visualizações A diabetes nos jovens e a importância do exercício físico

A diabetes nos jovens e a importância do exercício físico

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Todos nós já ouvimos falar sobre os benefícios de praticar desporto e de ter uma alimentação saudável. Mas o que vemos todos os dias mostra bem a diferença entre a teoria e a prática. A falta de tempo livre e as condições financeiras das famílias não lhes permitem uma prática regular desportiva e o desporto é cada vez mais visto como uma obrigação em vez de um prazer.

A diabetes tipo 2 (DT2) e a obesidade proliferam pelos países desenvolvidos e a sua escalada garantiu-lhes o título de epidemia!

A prevenção da DT2 é um grande standard de batalha a favor da prática desportiva. Mas alguns casos de diabetes tipo 2 surgem de causas hereditárias e os casos de diabetes tipo 1 (DT1), que são diagnosticados geralmente em crianças e adolescentes, não podem ser prevenidos.

A diabetes é uma condição provocada pela produção insuficiente ou inexistente de insulina pelo pâncreas, que leva a uma acumulação de glicose na corrente sanguínea. Após o diagnóstico, o dia a que muitos chamam o “Dia D”, é necessário manter os valores de glicémia o mais próximo possível de um intervalo que vai de 80 a 120 mg/dl.

Este controlo é feito essencialmente através de medicação (antidiabéticos orais para DT2 e aplicações de insulina para DT1), do desporto e de uma alimentação equilibrada, mas fatores como as emoções, as doenças ou até o clima também influenciam a glicémia.

O número de diagnósticos de diabetes tipo 1 tem vindo a aumentar nos últimos anos, sem que se descortine a razão para esse aumento. Com o aumento de crianças e jovens com DT1, é necessário que a sociedade se mantenha bem informada e preparada para lidar com estes casos, sobretudo a nível escolar.

É na escola que estes jovens entram em contacto com os diversos tipos de desporto. Para os jovens com DT1, a prática desportiva traz imensos benefícios, seja qual for a forma escolhida. Apresenta-lhes desafios, que trazem autoconfiança ao serem conquistados. Fomenta o trabalho de equipa e capacidades sociais, mesmo em desportos individuais. Mostra a importância da existência de regras e melhora a disciplina destes jovens.

Estas capacidades são essenciais para lidar com a DT 1: é necessário ter autoconfiança para esclarecer as questões que professores e colegas colocam regularmente e combater situações de descriminação; é necessária disciplina para balançar todos os fatores, para fazer contagem de hidratos de carbono, calcular quantidades de insulina, para nos irmos adaptando à medida que os anos passam.

E os benefícios a nível de saúde que o desporto traz para qualquer outra pessoa são ainda acrescidos de uma estabilização da glicémia, desde que exista uma prática regular.

Embora sejam necessários alguns cuidados extra para evitar casos de descompensação, seja por hipoglicemia ou por hiperglicemia, o desporto é, agora, mais que recomendado para qualquer jovem com diabetes.

O controlo da diabetes é sempre um desafio, sobretudo em crianças e jovens. O estigma associado à necessidade de injeções de insulina, a confusão entre diabetes tipo 1 e tipo 2 e o fantasma das complicações de uma diabetes mal controlada podem levar um jovem a não aceitar bem a sua diabetes.

No entanto, um jovem com diabetes pode atualmente ter uma vida igual à dos outros jovens, e o desporto desempenha um papel fulcral num estilo de vida saudável.

Fonte: Carlos Neves, Presidente da Associação de Jovens diabéticos de Portugal (AJDP)

9.685 Visualizações Bombeiros de Alcabideche reconhecidos em cerimonia pública

Bombeiros de Alcabideche reconhecidos em cerimonia pública

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Os Bombeiros de Alcabideche foram homenageados no passado dia 03 de março em cerimonia pública, pela Câmara Municipal de Cascais, pelo trabalho voluntário realizado durante o ano de 2016.

O evento aconteceu na Casa das Histórias Paula Rego e pretendeu enaltecer o trabalho voluntário realizado no concelho de Cascais. Na cerimonia participaram 73 entidades.
Os números apurados por esta entidade revelam que em 2016 o concelho de cascais tinha cerca de 4500 cidadãos voluntários, sendo que destes números 60% são mulheres.

Cascais prepara a sua candidatura para a ‘Capital Europeia do Voluntariado 2019’.