8.070 Visualizações Tudo o que precisa saber sobre a hepatite A

Tudo o que precisa saber sobre a hepatite A

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O que é a hepatite A?

A hepatite A é uma doença infeciosa aguda do fígado causada pelo vírus da hepatite A (HAV). Descoberto em 1975, este vírus entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando a inflamação denominada hepatite A.

O vírus ARN, mais conhecido como vírus da hepatite A (VHA), é membro do género Hepatovírus, da família dos Picornaviridae, e é eliminado através das fezes mesmo antes do aparecimento de sintomas.

É mais comum aparecer nos adultos.

 

Como se transmite?

O risco de infeção pelo vírus da hepatite A está, segundo a Organização Mundial de Saúde, associado à falta de água potável, de saneamento e à falta de higiene (mãos sujas, por exemplo).

O vírus é habitualmente transmitido pela via fecal-oral, normalmente no contacto pessoa a pessoa, mas também através do consumo de água contaminada, de alimentos crus contaminados ou alimentos mal cozinhados que se contaminaram pelo contacto com superfícies do ambiente de produção alimentar com matérias fecais (esgotos, por exemplo). Isto porque o vírus é eliminado pelas fezes.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, também estão documentados casos de transmissão em homens que têm sexo com outros homens e, ainda, partilha de seringas. Aliás, como escreve a DGS, são reconhecidos, desde a década de 70, surtos de hepatite A entre homens que têm sexo com outros homens. “O principal fator de risco está relacionado com as várias formas de contacto associadas às práticas sexuais que facilitem a transmissão fecal-oral quando um dos parceiros está infetado”, explica a DGS numa nota enviada aos profissionais de saúde.

O período de incubação ronda os 28 a 30 dias, mas pode variar entre 15 e 50 dias.

A infecciosidade máxima ocorre na segunda metade do período de incubação (quando a infeção é ainda assintomática) e, na maioria dos casos, passa a ser considerada não infeciosa após a primeira semana de icterícia, explica a DGS.

 

Quais os sintomas?

A manifestação dos sintomas varia muito de pessoa para pessoa e, sobretudo, consoante a idade. A infeção só apresenta sintomas em 30% dos casos quando se trata de crianças com idade inferior a 6 anos. Em crianças mais velhas e adultos a infeção provoca, geralmente, doença clínica em mais de 70% dos casos, explica a Direção Geral da Saúde (DGS).

E no caso dos adultos os sintomas mais comuns são as náuseas, a febre, falta de apetite, fadiga e diarreia. No início, os sintomas podem ser confundidos com uma gripe, mas quando acompanhados de icterícia (que se manifesta através de uma cor amarelada na pele e nos olhos) torna-se mais claro.

Normalmente os sintomas estendem-se por um mês, sendo que cerca de 15% dos pacientes têm sintomas prolongados ou recaídas num período de entre seis a nove meses. Algumas formas de hepatite aguda A podem prolongar-se até um ano (hepatite colestática).

 

Quais os riscos associados à hepatite A?

Normalmente, as pessoas infetadas com o vírus da hepatite A recuperam totalmente ao fim de cerca de três semanas e ficam imunes para o resto da vida.

Ao contrário das hepatites B e C, a hepatite A não causa doença hepática crónica e raramente é fatal. A letalidade é de 0,3-0,6, sendo que em doentes com mais de 50 anos aumenta para 1,8%.

Em menos de 1% dos casos, a hepatite A deriva em hepatite fulminante (com insuficiência hepática aguda), essa sim muitas vezes fatal.

Cerca de 20% dos casos de hepatite A, acompanhada de sintomas, requerem hospitalização seja por desidratação devido aos vómitos, quer por indícios de falência hepática.

A doença é tanto mais grave quanto mais idade tem a pessoa infetada com o vírus. E o risco cresce também no caso de pessoas que já tenham uma doença hepática crónica, cirrose ou hepatite B ou C crónica.

 

Como prevenir a infeção pelo vírus da hepatite A?

Desde logo, a Organização Mundial de Saúde recomenda aos países que introduzam melhorias em termos de saneamento, promoção de higiene e segurança alimentar e vacinação.

E ainda um redobrado cuidado no que toca às boas práticas de higiene: deve-se lavar muito bem as mãos depois de usar a casa de banho e de mudar fraldas, por exemplo, bem como antes de cozinhar ou comer. Evitar ainda beber água de origem duvidosa e, por outro lado, recomenda-se a prática de sexo seguro. No caso de convívio com uma pessoa infetada, além de todos os cuidados acima descritos, deve-se ainda lavar a louça a temperaturas altas.

No caso de pessoas com “reconhecida exposição recente ao vírus que não tenham sido previamente vacinadas”, a DGS recomenda aos médicos que seja feita a profilaxia pós-exposição com imunoglobulina, se tiverem menos de 12 anos ou mais de 41 ou a vacina anti-VHA, “o mais precocemente possível e no prazo máximo de duas semanas após a exposição”, no caso de pessoas com idade compreendida entre os 12 e os 40 anos.

Depois da notícia a dar conta da falta de vacinas nas farmácias, o diretor geral de Saúde, Francisco George, que falou no Jornal da Noite da SIC, esta quarta-feira, pediu para que não houvesse “alarmismo”, nem corrida às farmácias. As vacinas têm de ser prescritas pelo médico e é este que poderá ligar para o 800 222 444 a requisitar a vacina.

A OMS sugere que no caso de países com um nível de endemicidade baixo ou muito baixo (como Portugal) se vacinem os grupos de risco. Também o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças recomenda que homens que têm sexo com outros homens levem a vacina.

 

Qual o tratamento no caso de infeção pelo vírus da hepatite A?

Não há um tratamento específico. Uma pessoa que tenha contraído o vírus da hepatite A deve repousar até que as análises ao fígado voltem a valores normais.

Nesse período é completamente desaconselhada a ingestão de bebidas alcoólicas para não agredir mais o fígado e, como o fígado inflamado perde a capacidade de transformar os medicamentos, narcóticos, analgésicos, tranquilizantes ou produtos de ervanária devem ser utilizados com precaução e mediante recomendação médica.

Todas as medidas aconselhadas para a prevenção, nomeadamente ao nível da higiene e segurança alimentar, aplicam-se também quando já se contraiu o vírus.

As pessoas que se relacionaram, de forma mais próxima ou íntima, com um infetado com este vírus, devem procurar o médico e, nesses casos, pode justificar-se a imunização feita através de profilaxia pós-exposição com imunoglobulina ou com uma dose única de vacina anti-vírus da hepatite A, no prazo máximo de duas semanas após a exposição.

 

Qual a origem deste surto de hepatite A?

De 1 de janeiro a 29 de março de 2017 foram notificados 115 casos de hepatite A (107 confirmados), dos quais metade teve necessidade de internamento. Cerca de 97% do total dos casos são adultos jovens do sexo masculino, principalmente residentes na área de Lisboa e Vale do Tejo (78 casos), segundo a orientação publicada esta quarta-feira pela DGS.

Este surto poderá ter começado durante o EuroPride, um festival realizado em Amesterdão, na Holanda, entre 29 de julho e 6 de agosto. O evento internacional, que celebra os direitos de igualdade da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, atraiu mais de meio milhão de visitantes no ano passado e as autoridades de saúde daquele país, após confirmarem dezenas de casos de hepatite A que tinham em comum a passagem pelo dito festival, decidiram dar o alerta para o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças que passou a palavra a todos os países.

“O Reino Unido foi o primeiro a reportar um aumento do número de casos. Para se ter uma noção da grandeza, no ano passado tínhamos nesta altura seis casos reportados e agora temos uma centena”, explicou à Lusa a diretora do programa nacional para as hepatites virais da Direção-geral da Saúde (DGS), acrescentando que “o que tem sido até à data mais descrito, de fato, é um predomínio de casos em homens — não exclusivamente —, mas são muito mais frequentes os casos no sexo masculino comparativamente aos do sexo feminino. E, dentro dos homens, parecem ser mais atingidos os homens que praticam sexo com outros homens”.

A Direção Geral da Saúde (DGS) chegou mesmo a escrever, num primeiro rascunho da nota de orientação para os profissionais de saúde, que a origem do surto parecia estar relacionada com o chemsex, “atividade sexual potenciada por substâncias químicas”, como noticiou o Expresso.

Mas na nota de orientação publicada esta quarta-feira, a DGS informa que foi identificada a estirpe associada ao cluster VRD_521_2016 — relacionada com viajantes que regressaram
da América Central e do Sul — em 53 amostras. E apenas num caso importado foi demonstrada a estirpe associada ao cluster RIVMHAV16-090, relacionado esse sim com o tal festival de Verão na Holanda e também com um surto em Taiwan.

Nos países desenvolvidos as epidemias de hepatite A são raras, embora possam acontecer e com uma tendência para recorrências cíclicas. E desde 1970 que os surtos surgem associados a casos de homens que têm sexo com outros homens. Mas não só. Recorde-se, por exemplo, a epidemia de 1988 em Shanghai, que teve como origem o consumo de amêijoas. Por essa ocasião, o vírus da hepatite A afetou cerca de 300 mil pessoas e 47 acabaram mesmo por morrer.

 

O surto de hepatite A só está a acontecer em Portugal?

Não.

Entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2017, foram relatados 287 casos confirmados de hepatite A (HAV) em 13 países da União Europeia: Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Irlanda, Holanda, Portugal, Suécia e Reino Unido.

E o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, sigla em inglês), na última nota publicada sobre o caso, avisa que os “números reais são provavelmente mais elevados do que os relatados até agora” desde logo porque muitas vezes a hepatite A é assintomática e, portanto, muitos doentes podem ainda não ter procurado cuidados médicos.

O ECDC refere ainda que a maioria dos casos notificados diz respeito a homens que fazem sexo com homens e que não foram vacinados contra o vírus da hepatite A. Além disso, foram identificados nove casos entre mulheres. A transmissão sexual é considerada o principal modo de transmissão nos casos até agora identificados na União Europeia.

 

FONTE: Observador

8.673 Visualizações Torneio Futsal Bombeiros de Alcabideche

Torneio Futsal Bombeiros de Alcabideche

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Inserido no programa das comemorações dos 90 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche aconteceu este fim de semana, no complexo desportivo de Alcabideche, um torneio de futsal organizado pelo Sub-Chefe Carlos Matos e pelo Bombeiro de 2ª Diogo Marques.

Os Bombeiros de Alcabideche entraram no torneio com duas equipas, às quais se juntaram a Esquadra da Policia de Segurança Pública do Estoril, a Policia Municipal de Cascais, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos e a Guarda Nacional Republicana- Esquadra de Alcabideche.

A iniciativa promoveu a interação entre diversos agentes de proteção civil, estreitando relações que contribuem para uma melhorar interação em campo.

Resultados oficiais:

1º Classificado – Polícia de Segurança Pública – Esquadra do Estoril
2º Classificado – Polícia Municipal de Cascais
3º Classificado – Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos
4º Classificado – Bombeiros Voluntários de Alcabideche (Equipa A)
5º Classificado – Guarda Nacional Republicana – Esquadra de Alcabideche
6º Classificado – Bombeiros Voluntários de Alcabideche (Equipa B)

 

 

7.374 Visualizações Está oficialmente aberta a época do IRS 2017

Está oficialmente aberta a época do IRS 2017

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É oficial, a partir de hoje já pode preencher a sua declaração de IRS de 2016, e este ano vêm com algumas novidades.

Já aqui vou deixámos indicações das alterações que entraram em vigor este ano, pode recordá-las em https://www.ahbva.pt/noticias-noticias/muda-no-irs-de-2017.html/.

O que não sofre alterações são as consignações de IRS a favor de uma IPSS. Tal como no ano anterior, poderá doar 0,5% do valor que pagará ao estado aos Bombeiros de Alcabideche.
O processo é demasiado simples para o ignorar, afinal com esta atitude estará a contribuir para a sua segurança, já que as verbas que a nossa Associação recebe com esta iniciativa se destinam a equipar e dotar o corpo de bombeiros dos meios necessários para a boa execução dos serviços que praticam em prol da sociedade.
A consignação de IRS não tem custos para o contribuinte, já que permite desviar 0,5% do imposto que entraria nos cofres do Estado (e não 0,5% do que é devolvido ao contribuinte).
Para tal basta apenas no quadro 11 do modelo 3 da sua declaração de irs, colocar o contribuinte 501063692, apenas isto. Pequenos gestos fazem a grande diferença.

Se ainda tem duvidas, pode esclarece-las aqui https://www.economias.pt/o-que-e-irs-consignado/ ou falar connosco diretamente pelo email comunicacao@ahbva.pt .

Mais um alerta, o google Chrome não permite utilizar a plataforma de preenchimento do IRS, terá de optar por outro motor de busca.

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8.229 Visualizações 6ª Edição da Semana da Proteção Civil de Cascais

6ª Edição da Semana da Proteção Civil de Cascais

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A Semana da Proteção Civil de Cascais arrancou ontem no espaço comercial Cascaishopping e estará naquele centro até ao próximo Domingo dia 02 de abril. Esta edição foi criada sobe a temática ‘Riscos Naturais’.

Durante a próxima semana os Bombeiros de Alcabideche juntamente com as restantes corporações do concelho de Cascais, estarão presente com um stand no piso 2 em frente à loja Massimo Dutti.
Existirão várias ações a decorrer com o objetivo de sensibilizar a população para a prevenção, planeamento e estratégia na mitigação de riscos naturais e respetivas consequências. Destacamos os exercícios de Mass-Training a acontecerem nos dias 01 e 02 de abril e as descidas de triangulo de evacuação e salvamento em edifícios, nos dias 28, 29, 30 (março) e 01 (abril).

O programa pode ser consultado na totalidade em: http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/new/programa_civil.pdf

9.417 Visualizações Aneurisma vs Acidente Vascular Cerebral: Quais as diferenças?

Aneurisma vs Acidente Vascular Cerebral: Quais as diferenças?

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Aneurisma, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Ataque Insquémico Transitório (conhecido como mini-Avc) põem a vida em risco, mas o que é que os distingue?

O neurocirurgião Luiz Daniel Cetl, especialista em tumores cerebrais do Departamento de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sublinha que estes eventos merecem atenção redobrada.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é um termo consagrado e bem conhecido. Do ponto de vista médico, o termo mais adequado é Acidente Vascular Encefálico (AVE), por se tratar de uma disfunção neurológica resultante da interrupção do abastecimento de sangue no encéfalo, formado por vários órgãos que compõe a caixa craniana: cérebro, cerebelo, bulbo raquidiano, tronco cerebral, telencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo, ponte, terceiro e quarto ventrículos, aqueduto cerebral.

Do ponto de vista clínico, os AVEs podem ser isquémicos (por falta de sangue em alguma região do encéfalo) ou hemorrágicos (derrame em algum ponto do encéfalo). No primeiro ocorre uma quebra do abastecimento de sangue causado por uma isquemia (entupimento), ou ruptura das artérias que irrigam esse conjunto de órgãos (hemorrágicos).

“Todo o sistema nervoso está interligado, e uma lesão numa mínima parte do encéfalo pode ter grandes repercussões no todo e as suas implicações e a localização da lesão podem ser difíceis de diagnosticar”, explica o neurocirurgião.

Os AVEs isquémicos podem ser divididos em aterotrombóticos e cardio-embólicos, dependendo da sua origem.

Os aterotrombóticos devem-se ao depósito de placas de colesterol na parede dos vasos sanguíneos. Os AVEs cardio-embólicos são provocados por problemas cardíacos que alterem o fluxo de sangue, causando um turbilhão ainda dentro do coração. Podem dever-se a uma endocardite, (infeção do endocárdio, a camada interna do coração), e arritmias cardíacas.

Os AVEs hemorrágicos, por sua vez, ocorrem quando alguns vasos sanguíneos cerebrais acabam se rompem, em geral devido a picos de pressão arterial. O sangue inunda o encéfalo e destrói a região afetada.

Em ambos os casos, as doenças mais associadas ao aparecimento dos AVEs são a hipertensão arterial, a diabetes melitus, a hipercolesterolemia, principalmente nos pacientes que não têm um controlo adequado destas condições.

Aneurisma Cerebral é provocado por uma falha da parede do vaso (artéria).

A falha na parede arterial pode estar presente desde o nascimento (congénito) ou desenvolver-se mais tarde, quando um vaso sanguíneo sofre uma lesão. Quando é congénito, pode demorar décadas a desenvolver-se.

Antes do derrame, os aneurismas são completamente silenciosos e não há como prevenir o seu aparecimento. “É uma doença perigosa, silenciosa. O mais dramático é o aneurisma rebentado, que após a hemorragia apresenta uma evolução grave, de alto risco”, diz o médico Luiz Cetl.

Ataques Isquémicos Transitórios

Os Ataques Isquêmicos Transitórios (AITs ou mini-AVCs) são provocados pelos mesmos fatores dos AVEs isquémicos, porém a oclusão dos vasos é temporária e os sintomas desaparecem completamente, sem deixar alteração nem mesmo nos exames de imagem posteriores.

A literatura médica aponta que os sintomas podem desaparecer em cerca de uma hora ou em até 24 horas. O mais importante é que desapareçam completamente.

Como as causas são as mesmas dos AVEs isquémicos, há quem os considere um ‘aviso’ de um evento maior, mas na realidade não é assim. Na verdade os Ataques Isquêmicos Transitórios são o mesmo que os AVEs isquémicos, apenas por questões de tamanho do trombo e da artéria comprometida e da atividade trombolítica do organismo, esse vaso acaba por ser libertado e o fluxo de sangue é restabelecido a tempo de não haver sequelas definitivas.

Exames

Para o especialista da UNIFESP, em todos os casos o exame de rotina é imprescindível, principalmente a partir dos 40 anos. A atenção deve ser redobrada por pacientes com predisposição hereditária, hipertensão arterial sistémica, diabetes melitus e hipercolesterolemia.

Quando o aneurisma é encontrado em exames de forma ‘acidental’, através de uma tomografia de crânio para identificação de qualquer outra suspeita de doença, por exemplo, precisa de ser investigado com exames complementares para uma melhor avaliação e indicação do tratamento.

A prevenção de toda e qualquer doença começa com uma melhor qualidade de vida, com menos stress, prática frequente de exercício físico (independente da intensidade) e a realização de exames de rotina com um especialista.

 

Fonte:msn

11.279 Visualizações O que é a hemodiálise

O que é a hemodiálise

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Os Bombeiros de Alcabideche transportam diariamente cerca de 60 pessoas para efetuarem este tratamento que substitui as funções excretoras dos rins.

Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como uma opção de tratamento que permite remover as toxinas e o excesso de água do seu organismo. Nesta técnica depurativa, uma membrana artificial é o elemento principal de um dispositivo designado dialisador, comummente conhecido por “rim artificial”.

Para o tratamento é necessário

Monitor de hemodiálise – bombeia o sangue: 

A hemodialise é feita através de um monitor de sangue que transporta o sangue, com segurança, desde o doente para o dialisador (filtro) e deste para o doente. O monitor mistura e aquece o dialisante, fornece-o corretamente ao dialisador, mede e regula o líquido a remover ao doente através do dialisador durante a diálise.

Linhas de sangue próprias – transportam o sangue:

O sangue entra no circuito que se encontra no monitor através da linha de sangue arterial. Chamamos-lhe linha «arterial», porque transporta o sangue do doente até ao dialisador. Imediatamente a seguir à bomba de sangue, podemos adicionar o anticoagulante, p.ex. heparina. Depois do dialisador, o sangue é devolvido ao doente através da linha de sangue venoso. Esta linha tem uma câmara venosa. À volta da câmara venosa encontra-se um dispositivo, o chamado detetor de ar, que desempenha a função muito importante de detetar e proteger o doente de entrada de ar no sangue de retorno. São efetuadas diferentes medições de pressão para tornar o transporte do sangue seguro. Também se encontram “clampes”, que se destinam a fixar as linhas de sangue e a parar o funcionamento do circuito extracorporal em certas situações de alarme.
O sangue é retirado do doente através da bomba sanguínea arterial. A bomba move o sangue por meio da rotação de dois rolos. Uma rotação completa fornece um certo volume. Por isso, quanto maior for o número de rotações por minuto, maior é o caudal de sangue. O primeiro dispositivo através do qual o sangue passa, é um “clamp” mecânico o “clamp” da linha arterial. Antes de entrar na bomba, o sangue passa por um dispositivo conhecido por transdutor de pressão arterial. O objetivo deste dispositivo é monitorizar o fluxo de sangue proveniente do acesso arterial e detetar eventuais obstruções. Quando a bomba de sangue está em funcionamento, a pressão nessa parte do circuito é sempre negativa. A pressão negativa é causada pelo fato de o sangue ter de ser extraído ou «aspirado» do acesso. Se a pressão descer abaixo de –200 mmHg, é sinal da existência de um problema no fluxo proveniente do acesso arterial ou de uma obstrução na linha que vai do acesso arterial ao transdutor de pressão.
Para lá da bomba de sangue, a pressão no circuito é positiva à medida que o sangue é bombeado para o dialisador onde decorre o processo de diálise. A seguir à câmara venosa encontra-se o transdutor de pressão venosa, que mede a pressão causada pela resistência do sangue de retorno desde a câmara venosa até ao acesso vascular. O valor da pressão venosa deve ser sempre positivo. Um valor negativo pode indicar que a linha está desligada ou que o transdutor está sujo. Quanto maior for a pressão, maior é a resistência ao fluxo sanguíneo proveniente do acesso. A pressão pode aumentar ou diminuir durante o tratamento, dependendo do que se está a passar no circuito.
A bomba de heparina é um componente integrado no monitor de sangue. Normalmente é necessário um anticoagulante a fim de permitir que o sangue seja tratado fora do organismo durante várias horas sem coagular. O anticoagulante deve ser adicionado com segurança e precisão, conforme prescrito. Na maior parte dos casos é administrado em infusão através da bomba de heparina. A heparina pode ser administrada em bólus, no início do tratamento, numa difusão constante ou em doses intermitentes durante o tratamento. Existem dois tipos de anticoagulantes habitualmente utilizados na IRCT: a heparina padrão e a heparina com baixo peso molecular (HBPM).
Em certos casos, é necessário efetuar o tratamento sem qualquer anticoagulante, normalmente porque o doente está em alto risco de hemorragia. É importante notar que, como os doentes em hemodiálise normalmente recebem algum tipo de anticoagulante, o risco de hemorragia nestes doentes é geralmente maior. Assim, se for administrada uma infusão e o doente tiver um acesso AV, a infusão é suspensa antes do final do tratamento, a fim de permitir que o tempo de coagulação esteja apenas ligeiramente elevado quando as agulhas são retiradas.
Em relação ao dialisante, podemos dizer que cerca de 90% é constituído por água e os restantes 10% por concentrados. Para um doente em diálise, a exposição semanal média à água ronda os 360 litros (500 ml/min x 240 min x 3 tratamentos por semana) e esta exposição ocorre de forma não natural. Durante a diálise, existe apenas uma membrana fina semipermeável a separar o sangue do doente do dialisante. Com o potencial de difusão de uma série de substâncias para o sangue do doente, o conteúdo e a qualidade do dialisante tornam-se extremamente importantes!

Dialisador (“rim artificial”) – filtra o sangue:

As duas qualidades mais importantes de um dialisador são o desempenho e a compatibilidade. O desempenho é a eficácia com que o dialisador limpa o sangue e a compatibilidade diz-nos até que ponto consegue gerir bem o contacto sangue/matéria estranha. O que se pretende saber é se dialisador idealmente consegue limpar o sangue sem causar efeitos secundários adversas no doente. A membrana, o modelo do dialisador e todo o processo de fabrico, incluindo a esterilização, estão interrelacionados, conferindo ao dialisador o seu desempenho final.
A maioria dos dialisadores atualmente fabricados são de capilares, em que o sangue flui no interior das fibras e o dialisante no exterior. Normalmente, o sangue e o dialisante fluem em sentidos opostos. É o chamado fluxo contracorrente. Este fluxo oposto mantém os gradientes de concentração máximos ao longo da extensão do dialisador, o que aumenta a velocidade de difusão. O feixe de fibras é fixado e amarrado em ambas as extremidades ao invólucro, utilizando um tipo de cola ou material cerâmico, normalmente poliuretano.
A espessura da membrana é importante quando se considera a clearance de solutos, dado que quanto maior for a distância que o soluto tem de percorrer através do material da membrana, mais tempo demora a passagem. No entanto, as membranas mais espessas podem ser mais eficazes quando é necessária a clearance de solutos maiores, uma vez que os poros tendem a ser maiores e alguns também possuem uma melhor capacidade de adsorção.
As membranas mais finas tendem a ser classificadas como de baixo fluxo e as membranas mais espessas como de alto fluxo. O termo fluxo descreve a permeabilidade das membranas a líquidos. O fluxo é uma expressão da permeabilidade da membrana a líquidos e é indicado como o coeficiente de ultrafiltração – CUF. Este é expresso em mililitros de líquido transferidos através da membrana em relação à área, ao tempo e ao gradiente de pressão, normalmente como ml/h/mmHg (PTM)/m2. Quando o coeficiente de ultrafiltração é inferior a 10, a membrana é classificada como de baixo fluxo. Se o coeficiente de ultrafiltração for superior a 20, então é designada como de alto fluxo.
Para descrever as propriedades de remoção de solutos de um dialisador são frequentemente utilizadas certas substâncias, medindo-se a sua clearance com diferentes débitos de sangue (QB) e um débito de dialisante constante (QD). As diferentes substâncias podem ser: Ureia – com um peso molecular (PM) de 60 Daltons, que é um produto final do metabolismo das proteínas. Creatinina – (PM 113D) um produto da decomposição do metabolismo muscular. Trata-se de pequenas moléculas que se difundem facilmente pela membrana e, por isso, as suas clearances são elevadas. A remoção dos solutos pequenos depende em grande medida do fluxo e aumenta substancialmente com o aumento da QB. Fosfato – (PM 96 – 97 D) acumula-se nos doentes urémicos. O excesso tem de ser removido. É um soluto pequeno, mas comporta-se como um grande soluto, porque atrai a água, ligando-se às proteínas e formando grandes agregados que não passam facilmente pela membrana.
Vitamina B12 – (PM 1355) não é uma toxina urémica, mas é utilizada como marcador para os solutos moleculares médios. Para remover eficientemente solutos deste tamanho, é necessário utilizar uma membrana mais permeável. Preferencialmente, a capacidade destas membranas para remover solutos maiores deve ser otimizada e as membranas devem ser utilizadas em associação com terapêuticas de convecção. Podemos ver que o aumento do fluxo de sangue tem um efeito menor sobre a remoção dos solutos maiores.
Por outro lado, a β2 microglobulina não é eliminada através de uma membrana de baixo fluxo, pelo que a dragagem é zero. Com uma membrana de alto fluxo, a β2microglobulina é removida e a quantidade removida é determinada pela permeabilidade da membrana. A β2m é uma proteína que se acumula no organismo dos doentes urémicos. Esta acumulação pode acabar por causar amiloidose secundária, uma complicação que contribui para a dor articular, a deformidade e a imobilidade e pode exacerbar a doença óssea.

Acesso vascular – acesso ao sangue corporal:

Um acesso vascular é um sistema criado ou implantado cirurgicamente, através do qual o sangue pode ser extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorporal e devolvido ao corpo. O sucesso da hemodiálise depende muito da adequação do fluxo de sangue através do dialisador. Um acesso vascular disfuncional diminui a adequação da diálise, aumentando assim a morbilidade e a mortalidade dos doentes. Por isso, um acesso vascular funcional é crucial e tem de ser assegurado.

A sua qualidade de vida depende da qualidade e quantidade de diálise, que, por sua vez, depende do seu acesso vascular.

Acesso vascular para hemodiálise

A sua qualidade de vida depende da qualidade e quantidade de diálise, que, por sua vez, depende do seu acesso vascular. Para realizar hemodiálise é necessário criar um acesso vascular, que permita que o seu sangue chegue ao dialisador e retorne para o seu organismo.

Existem três tipos de acessos possíveis:

  • Fístula artério-ven​osa (FAV)
  • Prótese (PAV)
  • Catéter Venoso Central para hemodiálise (CVC)

 

FÍSTULA ARTÉRIO-VENOSA (FAV)

Um acesso vascular é um sistema criado ou implantado cirurgicamente, através do qual o sangue pode ser extraído do organismo com segurança, transportado no circuito extracorporal e devolvido ao corpo. O sucesso da hemodiálise depende muito da adequação do fluxo de sangue através do dialisador. Um acesso vascular disfuncional diminui a adequação da diálise, aumentando assim a morbilidade e a mortalidade dos doentes. Por isso, um acesso vascular funcional é crucial e tem de ser assegurado.
A construção de uma fístula arteriovenosa consiste na junção de uma artéria com uma veia, é realizada por um cirurgião no bloco operatório sob anestesia local. A FAV pode ser construída na mão (fossa do rapé / pulso), no antebraço (radial) ou no braço (radial) e normalmente necessita de alguns meses para se desenvolver até um tamanho que permita a introdução das agulhas e providencie um volume suficiente para suportar um fluxo de sangue adequado para a diálise (deve fornecer um fluxo de sangue suficiente para uma diálise adequada e eficiente, que é pelo menos de 250 ml/min mas preferencialmente até 500 ml/min). O local preferido para a fístula AV é a “fossa do rapé” /pulso utilizando os vasos radial e cefálico. Os vasos são ideais para a criação de fístulas e a cirurgia é bastante simples. Os vasos braquial e cefálico (fístula braquio-cefálica) implicam uma intervenção cirúrgica mais difícil e proporcionam extensão de veia muito menor para canalizar.
É o acesso vascular permanente mais seguro e mais duradouro para a hemodiálise, é a que proporciona melhores resultados. A pele continua a ser a barreira que impede as bactérias de entrarem na circulação. Após a remoção das agulhas da fístula, a pele e os locais de punção cicatrizam. Tem como vantagens uma grande capacidade de cicatrização dos locais de punção, trombose baixa, índices de infeção baixos e para os doentes menos restrições das suas atividades.
Nem todas as pessoas podem ter condições para uma FAV, ou seja, pode ser difícil criar uma FAV em certos doentes, devido ao facto de as veias serem pequenas, ou a situações vasculares coexistentes associadas à idade ou a doenças (diabetes).
A punção pode ser dolorosa para alguns doentes. O hematoma é um risco, mas normalmente temporário. Alguns doentes podem sofrer isquemia da mão, especialmente durante a hemodiálise.

Complicações com Fístula Arterio-Venosa (FAV)

  • fluxo de sangue
  • estenose e trombose
  • isquemia da mão
  • edema de mão ou braço
  • aneurisma ou pseudoaneurisma
  • infeções

PRÓTESE (PAV)

Existe alguns casos em que não é possível construir uma fístula arteriovenosa. Nestes casos o cirurgião coloca por baixo da pele um tubo sintético (Prótese) que vai ligar uma artéria a uma veia. Após a cicatrização que demora aproximadamente 2 a 4 semanas, a prótese está apta para ser utilizada e serão introduzidas, á semelhança da fístula arteriovenosa, 2 agulhas próprias em cada tratamento. Têm elevadas velocidades do fluxo e normalmente uma grande área de punção. Tal como sucede com a FAV, existem algumas restrições nas atividades do doente.
A PAV constitui a segunda opção quando o doente tem veias pequenas ou frágeis, que não se venham a desenvolver para uma FAV adequada. Normalmente a prótese liga uma artéria (frequentemente a artéria braquial) do braço a uma veia distal no antebraço. No caso de não existir uma veia distal adequada, a prótese pode ser inserida sob a forma de uma ansa que vai da artéria braquial até uma veia na fossa anti cubital. Material: pode ser sintético, PTFE, Teflon, ou biológico: bovino, humano. A prótese pode ser configurada numa linha reta, mas o mais frequente, é a implantação em ansa, visto proporcionar uma área de superfície maior para punção. Uma prótese é menos funcional do que uma fístula numa veia nativa, o que resulta numa pressão mais elevada no interior da prótese.
A durabilidade a longo prazo não é de modo nenhum comparável com a FAV. A prótese não tem propriedades de cicatrização e está mais sujeita a complicações, como estenose, trombose, aneurisma e também infeções. Tal como na FAV, alguns doentes podem achar as punções dolorosas.

Cuidados com a fístula arteriovenosa / prótese

Para proteger a sua fístula arteriovenosa ou prótese deve ter os seguintes cuidados em relação ao seu braço:

  • não usar roupa muito apertada;
  • não usar pulseiras ou relógios;
  • não carregar objetos muito pesados (máximo 5kg);
  • não realizar atividades que exijam muito esforço;
  • não permitir que seja colhido sangue ou avaliada a tensão arterial;
  • não permanecer deitado por longos períodos de tempo sobre o braço;
  • é normal sentir, em especial nas fístulas arteriovenosas, para além do pulsar do sangue, uma sensação de tremor (frêmito), que é resultado do turbilhão de sangue que circula da artéria para a veia.

Deve contatar a Clínica de Hemodiálise

  • Se o seu acesso vascular (fístula ou prótese) estiver quente, vermelho, inchado, duro, com saída de líquido ou sem frémito;
  • Se tiver febre;
  • Fistula ou prótese começar a sangrar e não conseguir parar o sangue (hemorragia).

CATÉTER VENOSO CENTRAL PARA HEMODIÁLISE

O catéter para hemodiálise, embora se tenha revelado, desde há 35 anos, um bom acesso de emergência que permite iniciar tratamento dialítico a muitos milhares de doentes, está sujeito a muitas complicações, designadamente a infeção. Por isso, deve ser encarado como um acesso de recurso e ser substituído, tão breve quanto possível, por uma FAV ou por uma prótese.
Os catéteres venosos centrais podem ser de longa duração, na medida que serão o acesso utilizado a longo prazo, ou temporários. Neste caso, podem ser utilizados durante a maturação do acesso AV, ou para diálise aguda. Normalmente, são inseridos numa veia do pescoço, mas também podem ser colocados na virilha.
Os CVC destinados a uso temporário são sempre fixados através de suturas no local e normalmente têm uma duração muito limitada. Os catéteres de longa duração têm um cuff. O catéter é tunelizado sob a pele, ficando o cuff por baixo da pele. A maioria dos catéteres têm duplo lúmen, o que significa que têm duas vias diferentes, uma para aspirar o sangue do doente e a outra para devolver o sangue ao doente.

Catéter Vensos Central Temporário – A duração máxima de um catéter temporário é normalmente cerca de 3 semanas. Estes cateteres são fabricados em poliuretano, o que os torna rígidos e, portanto, possivelmente desconfortáveis para o doente, e propensos à formação de vincos. Local de inserção deve ser preferida a veia jugular interna, tanto pela facilidade de inserção como pelo facto de causar menos complicações. A veia femoral também é possível, especialmente para os doentes agudos e os doentes com menos mobilidade. Os cateteres na subclávia devem ser evitados sempre que possível, sobretudo para uso de curto prazo.

Catéter Vensos Central Longa Duração  – Catéteres de longa duração têm um ‘cuff’. O objetivo do ‘cuff’ é criar um ponto de fixação para o catéter e servir de barreira à infeção ao longo do túnel. São normalmente fabricados com material sintético, que é mole, mais confortável e menos susceptível à formação de vincos. O local habitualmente preferido para a inserção deve ser a veia jugular interna, embora se tal não for possível, possa ser utilizada a subclávia. A parte exteriorizada é constituída por dois ramos e as linhas de sangue conectam diretamente a estes não sendo necessário agulhas. Um ramo leva o sangue até ao dialisador e o outro permite que o sangue filtrado retorne ao seu organismo.
CVC permanece sempre colocado mesmo entre os tratamentos e a extremidade que fica exteriorizada necessita de ser protegida por um penso adequado. Normalmente este tipo de acesso é temporário, até que a sua fístula arteriovenosa ou prótese esteja em condições de ser utilizada. Não é recomendado a sua utilização a longo prazo pelo risco de infeção.

Um cateter é sempre uma situação muito delicada, o que requer muitos cuidados tanto por parte dos profissionais de saúde como por si.

A infeção é a complicação que mais frequentemente leva a hospitalização. Pode ser identificada por muitos sintomas, incluindo: exsudado purulento no local de inserção, febre ou arrepios sem outras infeções. A incidência de infeção aumenta após 2 meses in situ. O catéter deve ser substituído/removido se ocorrer infeção.

Cuidados com o catéter venoso central

Para reduzir o risco de infeção deve ter os seguintes cuidados em relação ao seu penso do catéter:

  • Não usar roupa muito apertada.
  • Evitar molhar o penso do cateter durante a sua higiene, protegendo-o com um plástico fixo com adesivo.
  • Nos cateteres localizados na perna, deve evitar atividades que impliquem dobrar com frequência as pernas (ex. andar de bicicleta).
  • Observar com frequência o pensa para garantir que não está descolado ou sujo.
  • Se o penso estiver descolado ou com vestígios de sangue deve contactar o centro de diálise.
  • Evitar ambientes de risco (locais com muito pó, exposição direta ao sol, piscinas, saunas, etc)

O seu médico nefrologista irá definir o seu programa de hemodiálise. Normalmente o tratamento realiza-se 3 vezes por semana em dias alternados. Cada sessão tem uma duração média de 4 horas.

Duração e eficácia da diálise – Para que se consiga eliminar os produtos tóxicos é necessário um mínimo de horas. Todos os estudos confirmam que 12 horas por semana (4 horas, 3x semana) é o mínimo de tempo, independentemente do peso do doente e do que ele come ou bebe. Nos doentes muito pesados e que comem muito poderá ser necessário mais tempo de diálise.
Geralmente, a hemodiálise é efetuada num hospital ou numa unidade de diálise num horário fixado entre as 08.00 horas e a meia-noite. No entanto, algumas unidades facultam-lhe a possibilidade de efetuar o tratamento durante o período noturno. Existe, ainda, a possibilidade de efetuar hemodiálise no domicílio, embora esta modalidade se encontre pouco implementada no nosso país. É uma modalidade de diálise autónoma que permite maior liberdade de horário. Naturalmente, para que ela seja exequível, é indispensável que o estado geral do doente seja razoável, que as sessões terapêuticas decorram sem problemas e que o doente e um parceiro sejam submetidos a um programa de aprendizagem prévio.

A função da hemodiálise é, portanto, eliminar a água e o “lixo” que se acumula no intervalo entre as sessões. Não se destina apenas a tirar “peso”.

Sintomas intradialíticos

As complicações mais comuns durante a hemodiálise são, hipotensão (20-30% das diálises), cãibras (5-20%), náuseas e vômitos (5-15%), cefaleia (5%), dor torácica (2-5%), dor lombar (2-5%), prurido (5%) e febre e calafrios (< 1%).

Alguns são frequentes, embora pouco graves e fácil e rapidamente resolúveis, tais como: náuseas, vómitos, dor de cabeça, hipotensão arterial, cãibras, hematomas ou perdas de pequenas quantidades de sangue pelos locais de punção.
Outros, apesar de serem muito pouco frequentes, são mais graves: hipotensão arterial severa, alterações cardíacas como arritmias e angina de peito, embolia gasosa, acidentes cerebrovasculares e reações alérgicas de gravidade variável. Podem, excecionalmente, chegar a colocar em risco a sua vida. No entanto, por imposição legal, todas as unidades de diálise se encontram adequadamente apetrechadas para a sua resolução no imediato.
Os doentes em hemodiálise podem viajar. Para isso é necessário, com antecedência, informar o seu centro de diálise para agendar os tratamentos, durante esse período, num centro o mais próximo possível do seu local de férias.

Algumas considerações relativas ao tratamento dialítico

A diálise peritoneal e a hemodiálise são igualmente eficazes e não se excluem. Qualquer que seja a escolha, ela não será definitiva. Mantém-se aberta a possibilidade de mudar de modalidade de diálise se achar que a escolha não foi acertada ou se o nefrologista considerar que não se está a obter o resultado pretendido.
Se houver alguma dúvida sobre a doença ou sobre a escolha da modalidade de diálise, o nefrologista / enfermeiro/a prestará os esclarecimentos necessários.
Deverá, porém, ter em conta que, de acordo com a regulamentação aplicável, o Estado apenas assegura o pagamento dos transportes para a unidade mais próxima do seu domicílio. Se a distância for consideravelmente superior, caber-lhe-á suportar o diferencial.

 

Fonte: Portal da dialise

7.717 Visualizações É nestes cinco momentos que deve evitar beber água

É nestes cinco momentos que deve evitar beber água

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A ingestão regular de água ao longo do dia é um dos hábitos mais amigos da saúde física e mental. A recomendação é que sejam ingeridos entre um litro e meio e dois litros de água por dia, podendo a quantidade variar de pessoa para pessoa e da regularidade com que pratica atividade física.

Por todos os benefícios a que está associada – e que vão desde a prevenção da diabetes e da obesidade ao impulso que dá ao metabolismo, nunca esquecendo, claro, a hidratação -, a água deve fazer parte da rotina diária, contudo, existem momentos em que o seu consumo não é recomendado. Afinal, não basta beber água, é preciso saber fazê-lo.

Um desses momentos, diz a revista Prevention no seu site, é quando o consumo ao longo do dia já foi excedido. A intoxicação por água existe e pode mesmo ser fatal, uma vez que desencadeia uma queda abrupta dos níveis de sódio no sangue – condição chamada de hiponatremia.

Um outro momento em que o consumo de água deve ser evitado é quando a urina já está limpa ao ponto de parecer transparente. Este é mais um sinal de que o corpo está mais do que hidratado e que já se bebeu água suficiente.

Embora seja uma ótima aliada da boa digestão e até mesmo do trânsito intestinal, a água deve ser evitada depois de se ter feito uma grande refeição. Diz a publicação que beber muita água durante a refeição ou depois de a terminar pode causar algum desconforto ou até mesmo inchaço, sintomas que se podem prolongar durante algum tempo, interferindo com o bem-estar da pessoa. Beber água antes da refeição é o mais recomendado.

Quem pratica atividade física com regularidade sabe o quão importante é beber água antes, durante e depois do treino (não só para hidratar, como também para dar ao corpo o impulso que precisa para reagir ao treino), mas o seu consumo deve ser evitado quando em está em causa um treino de alta intensidade ou durabilidade, como uma meia-maratona ou maratona.

Nestes casos de esforço extremo por parte do atleta, o consumo de água apenas vai fazer com que o corpo perca ainda mais potássio e sódio, que já estão a ser amplamente ‘expulsos’ através do suor. O melhor, diz a publicação, é trocar a água por bebidas nutricionalmente mais ricas, como a água de coco, que é rica em potássio, magnésio, sódio e vitamina C.

Por fim, o consumo de água deve ser ainda evitado quando a pessoa não quer beber apenas água e opta por águas aromatizadas que são vendidas já engarrafadas. Apesar de serem vistas como água, estas versões aromatizadas até podem matar a sede e contribuir para a boa hidratação, mas os adoçantes que possuem vão fazer com que se tenha fome. O melhor é mesmo recorrer ao chá não adoçado.

Fonte:msn

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Comemorações dos 90 anos dos Bombeiros de Alcabideche

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A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Alcabideche comemora este ano, a 17 de abril, o seu 90º aniversário.

Para celebrar a data a instituição optou por fazer algo diferente, lançando ao longo de 4 meses diversas iniciativas.
As atividades planeadas serão variadas, como exercícios de crossfire, torneio de futebol de salão, uma conferência sobre o voluntariado ou até um open day desportivo, entre outros, abrindo assim a sua polivalência ao público em geral.
As atividades, terão inicio já no próximo dia 19 de março com um exercício de incêndio urbano e terminam no dia 25 de junho com a cerimonia oficial. O programa pode ser consultado na imagem.

 

Mais informações pelo email comunicacao@ahbva.pt

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Bombeiros de Alcabideche recebem vários jovens no seu quartel

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Entre os dias 27 de março e 2 de abril, os Bombeiros de Alcabideche vão receber alguns jovens no seu quartel que ao longo do dia acompanharão as várias atividades desenvolvidas pelo corpo de bombeiros.

Este projeto designado de ‘5 dias, 5 profissões’, desenvolvido pela Câmara Municipal de Cascais destina-se a jovens com idade igual ou superior a 15 anos e visa proporcionar o contacto direto com distintas áreas de trabalho, ajudando na consciencialização para uma decisão de futuro, nomeadamente ao nível do voluntariado.

A página de Facebook da instituição irá passar algumas imagens desta iniciativa.

7.655 Visualizações 10 dicas para melhorar a resistência

10 dicas para melhorar a resistência

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Quebrar barreiras e superar limites é o objetivo de todos nós, quando se trata de desporto, a situação não é diferente, porém numa fase inicial esta pode parecer uma tarefa árdua. O médico desportivo Dr. Rodrigo Palhares enumerou 10 atitudes que ajudam no aumento de resistência física.

1-Respiração abdominal
A respiração correta é feita pelo abdómen, não pela parte superior do peito (tórax). A respiração Torácica pode ser um hábito difícil de modificar. O ideal é trabalhar a respiração abdominal (que é a forma mais natural de respirar e a que nos permite absorver mais oxigénio), preferencialmente fora do exercício, nas actividades diárias, desta forma iremos construindo hábitos que depois serão transferidos para o exercício.

2-Correr regularmente
Este habito aumenta a potencia do sistema respiratório e cardiovascular, conseguindo mais folêgo à medida que aumenta a prática de exercício. O coração e a circulação sanguínea vão trabalhar com menor sobrecarga ao fazer esforço físico.

3-Não fumar
Não se deve fumar nem uma hora antes, nem uma hora após o exercício físico, pois os alvéolos estão abertos e ávidos para absorver toda a nicotina.

4-Faça uma alimentação leve duas horas antes do exercício.

5-Ingerir hidratos de carbono
São uma boa fonte de energia.

6-Beber água
Beber água antes, durante e após o treino, mas sem excessos. A falta de água provoca desidratação e o excesso pode causar cãibras musculares.

7-Evitar bebidas alcoólicas 24 horas antes do treino
O álcool no organismo influencia negativamente as funções metabólicas e fisiológicas, essenciais para a performance física.

8-Alongar antes do treino.
Após o aquecimento deve ainda fazer uma leve rotina de alongamentos antes de iniciar o treino.

9- Estique a musculatura
Faça cada um dos alongamentos esticando a musculatura por 5-10 segundos de cada vez.

10- Descanse após os treinos
Após cada treino o corpo necessita de um período de descanso, beber água e acalmar o ritmo cardíaco.

Fonte: activo.com