Nossa querida Rita, que saudades que por aqui existem!
Inacreditável a velocidade a que passaram estes 9 anos, parece que foi ontem que te vimos entrar no quartel com o teu ar de senhorinha e personalidade inigualável.
Mas não foi, passaram 9 anos, quase uma década, sem a tua presença física e continuas a fazer tanta falta como no dia em que te foste embora, só aprendemos todos a viver com isso e naturalmente a falar menos em ti. Há que deixar a memória descansar para o coração poder acalmar.
Hoje, uma vez mais, o coração nada tem de calmo. Está sôfrego e ansioso, bate forte de saudade e consternação. É uma mistura de sentimentos, porque também o cérebro nos relembra os bons momentos e os lábios não resistem a inverter a curva que predomina com o aproximar desta data.
Mas tu eras felicidade em estado puro e é com este princípio que queremos passar este dia.
Por isso, e para que possamos resguardar em nós a tua memória, este será provavelmente o último ano em que, publicamente, faremos referência a esta data.
Para o nosso cantinho à beira mar plantado, tu nunca serás esquecida, e estes anos fizeram-nos perceber isso. Não existe necessidade de gritar publicamente à recordação da tua imagem, já que superaste a tua missão e lutaste pelo teu país, sempre que te cruzaste com o inimigo mais traiçoeiro que se pode enfrentar, o fogo. O eterno combate desleal.
Tu és um orgulho para nós. Assim como todos os que continuam a ir, mesmo com receios, medos e sem saber o que vai acontecer. Mas também aqueles que já não estão, em corpo, entre nós.
Estas palavras representam uma despedida? Não. Tu existes em nós todos os dias, e na semente que nos deixaste, nas memórias e nos objetos, nos teus lugares físicos. Internamente este dia será sempre recordado, na privacidade da nossa equipa e com os nossos camaradas.
Querida Rita, onde estiveres, olha por nós.
Um abraço de grupo,
1131.
Nota: Aproveitamos para informar que se celebra hoje, às 19h00, na Igreja de Alcabideche, uma missa em memória da Ana Rita Pereira.