A 27 de Maio de 2015 celebra-se o Dia Mundial da Esclerose Múltipla e será comemorado com a campanha “Juntos somos mais fortes do que a Esclerose Múltipla”, que reunirá pelas 15 horas na Praça do Comércio uma iniciativa que pretende fornecer conhecimento à população sobre a doença.
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Vários artistas da Ritmos Urbanos marcarão presença para animar a tarde. Será distribuída diversa informação sobre a doença.
“Queremos que outros doentes, recém-diagnosticados ou não, se inspirem com as histórias de quem consegue ultrapassar os obstáculos diários que esta doença proporciona. Se o conseguirmos já teremos vencido uma das batalhas” Jorge Ferreira Pereira, Presidente da SPEM
A esclerose múltipla, contrariando a crença popular não é uma doença da terceira idade, surge entre os 20 e os 40 anos, é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa que afeta o sistema nervoso central.
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O diagnóstico da doença não é fácil, sendo os sintomas confundidos com sintomas de outras doenças do sistema nervoso central, podendo levar anos até à sua descoberta.
Os sintomas da doença manifestam-se em fadiga, neurite ótica (inflamação do nervo da visão), perda de força muscular nos braços e pernas, alterações da sensibilidade, dor (em vários locais do corpo. Bem característico, são as dores faciais.), alterações urinárias e intestinais, problemas sexuais, alterações no equilíbrio e na coordenação, alterações cognitivas, alterações de humor e depressão.
As causas da esclerose múltipla ainda são desconhecidas. No entanto existem algumas ideias de fatores que podem ter a sua responsabilidade na doença. Crê-se, regra geral, que a EM seja causada por uma combinação de fatores. É provável que as pessoas com EM, por razões hereditárias, sejam, até certo ponto, propensas a desenvolver a doença. Então, um facto ambiental desconhecido poderá ativar o sistema imunológico, conduzindo a uma doença autoimune, que ataca posteriormente a substância branca do sistema nervoso central.
Por se tratar de uma doença crónica a Esclerose Múltipla não tem cura. Existem alguns tratamentos ao nível terapêutico e ao nível da reabilitação que passam por corticosteroides (substancia relacionada com as hormonas e que ajuda a combater a infamação), interferões (proteínas libertadas pelo corpo usados para reduzir inflamação) e copolímero (proteína artificial que evita surtos).